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Pro-Paz Mulher/DEAM do Pará tem atendimento integrado às mulheres vítimas de violência

por publicado: 19/08/2016 09h06 última modificação: 19/08/2016 09h06

A secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, visitou nessa quinta-feira (18), em Belém (PA), o Pro-Paz Mulher, atendimento integrado às mulheres vítimas de violência. O projeto paraense completa 12 anos, integrando o serviço de Delegacia Especializada, Promotoria de Justiça, Defensoria e Juizados Especiais, Saúde dedicada às vítimas, Perícia médica, Psicologia, a Patrulha Maria da Penha, além do atendimento ao Ligue 180 e 181( serviço de telefonia do estado) . 

Além da unidade na capital, existem mais sete unidades no interior do estado. 

Segundo a secretária extraordinária de Integração de Políticas Sociais do Pará, Izabela Jatene, desde a sua criação, foram quase 17 mil atendimentos únicos. Somente em 2016, foram 3500 casos, sendo 2100 em Belém. 

"Estamos felizes com o desempenho integrado das ações. Queremos colocar a Amazônia no lugar que ela merece, protagônica. Construir algo para o Brasil como referência, que já foi reconhecido internacionalmente". 

A secretaria Fátima Pelaes ressaltou a importância de práticas exitosas como essa do Pará. Ela informou que está conhecendo iniciativas de sucesso para o fortalecimento de políticas existentes para o enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher. 

"O que nós precisamos é resgatar a dignidade da mulher. Temos algumas ações como a Casa da Mulher Brasileira, Ligue 180, mas que precisamos fortalecer e integrar as ações. Estamos buscando o que vêm sendo feito no Brasil e tem dado certo, como essa ação feita aqui no Para", disse. 

Ela disse que o trabalho de prevenção e acolhimento dado às mulheres do Pará aponta que o estado está no caminho certo no enfrentamento à violência de gênero. 

"Nós temos sim que garantir que seja cumprido o que prevê a Maria da Penha com a repressão, punição aos agressores. Mas, tão importante quanto, é trabalhar a prevenção, o acolhimento e a reconstrução", disse. 

A Promotora de Justiça Lucinery Ferreira ressaltou que o trabalho integrado da rede garante, entre outras ações, medidas protetivas para as mulheres em até 24 horas. 

"Lembro de um caso em que a vítima entrou em contato por meio do Facebook. Conseguimos em pouco tempo acionar a rede e garantir uma Patrulha Maria da Penha em sua casa, evitando um crime. Esse é um diferencial no nosso atendimento", assegura. 

O defensor público Vladimir Koenig explicou a importância do trabalho de penalização e reeducação do agressor. 

"Observamos que muitos agressores voltam à prática do crime. E, para a prevenção, trabalhamos grupos reflexivos", disse.